O estudante Moisés Lopes Rodrigues, 20 anos, da escola estadual de ensino médio Rui Barbosa, em Tucuruí, no sudeste paraense, conquistou o segundo lugar na categoria estudante do ensino médio do XXVIII Prêmio Jovem Cientista, que teve como tema “Segurança Alimentar e Nutricional”. O anúncio foi feito no dia 21 deste mês, em Brasília, na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Moisés Lopes e o professor orientador do projeto, Paulo Sérgio, apresentam o trabalho nesta terça-feira (26), na Expo Milset Brasil 2015, em Fortaleza (CE).

O projeto do estudante, sobre adubo com resíduo de peixe, revelou-se uma alternativa de baixo custo e fácil acesso para a produção do agricultor. A invenção pode reduzir o uso de fertilizantes químicos e o impacto das atividades de pesquisa sobre o meio ambiente.

Com o adubo pronto, explica Paulo Sérgio, o estudante partiu para o teste prático. “’Foram escolhidos o coentro e alface, que foram plantados em quatro leiras (local onde é feito o plantio). Das duas leiras de coentro, apenas uma recebeu o adubo de peixe, e a outra foi fertilizada com esterco de curral curtido. O mesmo foi feito com alface”, diz.

Segundo o professor, não foi apenas o problema do descarte das carcaças dos peixes que motivou o aluno.

Ele também observou a escassez de solos ricos em propriedades naturais na região de Tucuruí. “Por isso, produzimos o adubo a partir das sobras de peixes, deixando secar ao ar livre por cinco dias, desidratando e assando as carcaças com galhos secos de arvores e triturando a mistura”, detalha.

O jovem cientista também fala sobre a premiação. “Na realidade, o que queríamos é o reconhecimento para a região. Foi uma conquista para toda a comunidade estudantil de Tucuruí, um prêmio que não almejei. A conquista é momento de muita emoção”, diz Moisés Lopes.

Fonte: Agência Pará