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Combustível custará mais caro a partir de domingo

O consumidor paraense vai pagar em média, a partir do próximo domingo, 1º de março, R$ 3,39 à R$ 4,09 pelo litro de gasolina e R$ 2,96 à 3,19pelo óleo diesel. O aumento dos preços dos combustíveis em 15 Estados e no Distrito Federal foi autorizado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e publicado ontem, no Diário Oficial da União.

Em São Paulo, o preço médio da gasolina passará a ser de R$ 3,15. No Distrito Federal, de R$ 3,45. O valor mais alto do combustível será pago pela população do Acre: R$ 3,74 em média.

No Pará, quem mais sofre com o aumento do combustível é a população do Marajó. Lá, o diesel ou a gasolina chegam a custar até 30% a mais que em Belém. Se for mantida esta lógica, o marajoara vai ter que desembolsar até R$ 4,40 pelo preço da gasolina e R$ 3,84 pelo diesel. Ao anunciar o reajuste, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, indicou que o aumento dos dois tributos seria correspondente a R$ 0,22 por litro da gasolina e R$ 0,15 por litro do diesel.

Por causa da alta do preço dos combustíveis, caminhoneiros iniciaram um protesto que já provocou o bloqueio de rodovias nos estados da Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais.

A rodovia BR-153 (Belém-Brasília) está bloqueada desde o último dia 19 e os problemas de abastecimento que afetam as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste devem começar a afetar também os estados do Norte, começando pelo Pará, onde os efeitos poderão ser sentidos pelos consumidores até o final desta semana.

REUNIÃO

Em Brasília, representantes dos caminhoneiros se reuniram com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), e com integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para pedir a criação de um valor de frete mínimo para a categoria. A criação do frete mínimo é uma das principais reivindicações dos caminhoneiros, que iniciaram os protestos devido à alta do preço dos combustíveis e os valores dos fretes, considerados baixos pela categoria.

Representante dos caminhoneiros, Ivar Luiz Schmidt exige um frete mínimo ou, pelo menos, a redução temporária no preço do diesel. “O ideal – mas a gente sabe que o governo dificilmente vai ceder nessa questão – é a redução no preço do combustível por um período, até que seja criado uma política de frete mínimo. Daqui a 60 dias, a gente entraria com a pauta do frete mínimo”, disse.

Segundo Schmidt, os protestos em todo o país não têm data para acabar e podem ser intensificados caso as reivindicações não sejam atendidas. “Hoje a nossa margem de lucro é zero. Ou você sustenta sua família ou sustenta o caminhão na estrada”.

Outra reivindicação é a sanção pela presidente Dilma Rousseff da nova Lei dos Caminhoneiros, aprovada pela Câmara dos Deputados. Entre outros pontos, a nova lei autoriza jornada de até 12 horas de trabalho para os caminhoneiros. Na segunda, 23, a Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou com ações na Justiça Federal em sete estados para pedir a suspensão dos bloqueios.

O governo instala hoje uma mesa de negociações e diálogos com representantes dos caminhoneiros e das transportadoras. O objetivo é tentar resolver os problemas decorrentes das manifestações. A redução do preço do óleo diesel, no entanto, não está em pauta, conforme informou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto.

Segundo Rossetto, a posição do governo é de estímulo a uma negociação direta entre os dois lados, com o objetivo de respeitar as reivindicações, mas evitar a obstrução das estradas. Na pauta do encontro, marcado para 14h, estão o preço do frete, a regulamentação da Lei dos Caminhoneiros e a prorrogação dos financiamentos do programa Procaminhoneiros. Rossetto prometeu levar a posição do governo sobre os dois últimos pontos.

(Com Agência Brasil)

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