Ontem dia 15, no final da tarde foi enterrado o jovem Kelcio Patrício Pereira Lopes vítima de uma doença genética e hereditária, predominante em negros, mas que pode manifestar-se também nos brancos. Ela se caracteriza por uma alteração nos glóbulos vermelhos, que perdem a forma arredondada e elástica, adquirem o aspecto de uma foice (daí o nome falciforme) e endurecem, o que dificulta a passagem do sangue pelos vasos de pequeno calibre e a oxigenação dos tecidos.

A anemia falciforme é causada por mutação genética, responsável pela deformidade dos glóbulos vermelhos. Para ser portador da doença, é preciso que o gene alterado seja transmitido pelo pai e pela mãe. Se for transmitido apenas por um dos pais, o filho terá o traço falciforme, que poderá passar para seus descendentes, mas não a doença manifesta.

Um dos pelos menos dez sintomas da doença são fortes dores provocadas pelo bloqueio do fluxo sanguíneo e pela falta de oxigenação nos tecidos. Foi exatamente com esse sintoma que Patrick como era mais conhecido deu entrada no Hospital Municipal de Curionópolis no dia 12 às 18 horas. Segundo relato de uma técnica de enfermagem o jovem chegou dizendo: “Minha cabeça esta doendo demais”.

Apesar de medicado e atendido por médico Patrick continuou com as dores até a hora da triste notícia, o seu falecimento. Vale ressaltar que segundo o Dr Drauzio Varella um médico oncologista, cientista e escritor brasileiro, formado pela Universidade de São Paulo, na qual foi aprovado em 2° lugar 5 , conhecido por popularizar a medicina em seu país, através de programas de rádio e TV. “Não há tratamento específico para a anemia falciforme, uma doença para a qual ainda não se conhece a cura. Os portadores precisam de acompanhamento médico constante (quanto mais cedo começar, melhor o prognóstico) para manter a oxigenação adequada nos tecidos e a hidratação, prevenir infecções e controlar as crises de dor.”

Segundo informações Patrick apesar de fazer acompanhamento médico teria deixado de atender uma recomendação médica que sugere frequência de exames com rotina trimestral. Apesar de compreensível a ausência de Patrick no hospital, já que ele se sentia bem e estava em um bom momento familiar, com filho recém-nascido e motivado pela fé com boa frequência em uma Igreja Evangélica era primordial o acompanhamento médico, ainda que se sentindo bem.

O que aconteceu serve de alerta para uma frequência no médico. Uma pesquisa do Ibope Mídia revela que 62% dos brasileiros só vão ao médico quando estão realmente doentes. O percentual é ainda maior entre os homens, e chega a 64%.

DEMONSTRAÇÃO DE CARINHO – Nas redes sociais várias pessoas deixaram mensagens de carinho para família e em homenagem ao jovem vítima da doença. Edson Alves escreveu: “Colega de trabalho que partiu tão cedo. Alegre e irreverente sempre. Que Deus o tenha em um bom lugar”.

Gerlane Lima, secretária de educação também prestou homenagens: “Nunca pensamos que perderíamos o seu sorriso tão rápido. A sua alegria nos contagiou e hoje estamos nos perguntando: Porque você se foi? Deus escolheu o seu melhor momento. Estava feliz com a vida, com a família, com a igreja. Estamos de luto”.

No grupo de WhatsApp “Só os fortes sobrevivem” Edirceu Dutra que foi companheiro quando Patrício trabalhava de Van foi quem repassou informações do ocorrido, sempre lembrando de seu jeito extrovertido e fazendo referência o quanto Patrício era trabalhador. Em seguida todos do grupo começaram a prestar suas homenagens.

Mabyla Carvalho publicou: “Que Deus conforte toda família e amigos dele, pois agora ele está em um bom lugar”. A técnica de enfermagem Talita Caroline disse: “Atendi ele várias vezes no hospital, triste, que Deus conforte a família”. Jonas Rengo, um dos administradores do grupo disse: “Não é porque faleceu, mas ele era gente boa. Que Deus o tenha”.

E as mensagens se seguiram no Facebook e WhatsApp e foi confirmada durante o cortejo fúnebre em que uma multidão acompanhou o momento do adeus.