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Curionópolis: Crise imobiliária e falta de oportunidades

Problema é fruto de uma cadeia construída ao logo do tempo e não apresenta sinais de melhora

Preço até tem, o que falta é agregar valor e nesse sentido podemos destacar os imóveis, mais especificamente os lotes que tem sofrido com preços baixos de comercialização. Lógico que a redução do déficit habitacional causado especialmente por dois fatores: novos loteamentos “planejados” e habitação popular fez cair os valores dos imóveis. Os lotes residenciais são os que mais tem sofrido com essa queda de preço.

Quanto vale um lote residencial com até 300m² em sua cidade? Segundo estudos o valor médio do m² no País é R$ 948,47, isso quer dizer que um lote de 300m² deveria valer em média R$ 28.454,10 em Curionópolis imóvel dessas dimensões chega a ser negociado até por R$ 5.000,00 ou seja, menos de R$ 170,00 m².

O que leva a acontecer isso? Segundo especialistas a falta de urbanização, de emprego e renda são os principais fatores para essa redução nos preços dos imóveis. O corretor de imóveis Francisco Alves afirma que essa redução pode ser amenizada com atrativos, como por exemplo, oportunidade de empregos seja por concursos públicos, novas empresas ou até oportunidade na área de ensino técnico ou superior.

Renato Molling afirma que “A implementação de uma política nacional de desenvolvimento regional deve ser mais minuciosa na definição de sub-regiões beneficiárias, pois os desequilíbrios estão presentes em todo o território nacional e não somente em regiões específicas”. Um exemplo de incentivo fiscal que deu certo foi a empresa Alterosa, que a mais de uma década gera emprego e renda em Curionópolis.

Desaproveitamento do potencial – É claro e notório que nos últimos anos os potenciais turísticos, agrícolas e agropecuários foram ignorados deixando por exemplo de gerar alternativas para a economia local. Em 2015 uma fazenda do município fez a maior oferta de gado tabapuã do ano. A grife de José Coelho Vitor comercializou 228 lotes de touros e matrizes durante a Feira de Xinguara, no Sul do Pará. Fatura ultrapassou R$ 1,7 milhão. Reveja a matéria CLIQUE AQUI!

No turismo a maior mina a céu aberto do mundo não é visitada e Serra Pelada deixa de gerar oportunidade para comunidade local. Além da vila garimpeira, e das áreas de extração mineral da década de 80, o turismo pode ser fomentado pelas belezas naturais como cachoeiras, balneários e mata nativa ainda existentes.

Coletores de tapereba

Na agricultura um passivo ainda maior, Curionópolis não produz mesmo com solo fértil, território extenso e mão de obra considerada barata, isso porque não houve incentivo das gestões para esse sentido. E veja que o município mesmo com pouco incentivo ainda se destaca. Somente em 2014 foram colhidas 220 toneladas taperebá (cajá). Rico em vitamina c, o taperebá da Amazônia é conhecido também como cajá no resto do Brasil.

Nesse sentido deveria haver um incentivo para o beneficiamento do fruto dentre outros que deixam Curionópolis para serem beneficiados em outros municípios, a Cooperativa de Produtores Rurais da Região de Carajás, que fica em Parauapebas, comprou toda a produção do fruto em 2015. A fábrica beneficiou 194 toneladas de taperebá levadas de Curionópolis e o presidente da cooperativa teve que cancelar a compra de mais frutos. “Ano passado conseguimos comprar só 130 toneladas. Esse ano já compramos 194 e não conseguimos comprar 100% da produção por falta de espaço de armazenamento”, afirmou Mauro Melo.

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