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Em todo o país, servidores fazem ato pela educação

Servidores da educação saíram em passeata pelo Dia Nacional em Defesa da Educação Pública, na manhã de ontem (26). A caminhada saiu da Praça da República com destino ao Centro de Integração do Governo (CIG), localizado na avenida Nazaré, onde foi finalizada.

Segundo Silvia Letícia da Luz, secretária do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), o ato nacional denuncia o corte do orçamento das instituições públicas de ensino que irá influenciar nas universidades federais e estaduais do país e que já tem reflexos no Pará. “Já houve corte no orçamento da educação de R$ 7 bilhões”, diz.

“Esse corte vem influenciando nas universidades, no pagamento do piso salarial, na falta de recursos para trabalhos de pesquisa e extensão”.

As condições de trabalho também foram ressaltadas. Silvia afirma que os professores estão sendo responsabilizados pelo governo estadual pelo rumo que o ensino público vem tomando.

“Os servidores estão sendo colocados como culpados pela precariedade do ensino, pois o governo estadual diz que nós não queremos dar aula e não é isso, são as condições de trabalho a que somos submetidos, a carreira e salário”.

Segundo o diretor da Associação dos Agentes da Saúde do Município de Belém, Carlos Moreira, a unificação foi necessária, pois falar sobre saúde básica deveria ser prioridade nas nas escolas.

“O espaço das escolas são tão sucateados que não sobre espaço para nossa entrada para discutir e educar sobre saúde. Quando o ensino está precarizado, a saúde também fica”, falou.

CONDIÇÕES

Uniformizada e segurando cartaz de apoio à causa dos professores, Leticia Sanches, estudante da Escola Estadual Magalhães Barata também denuncia as condições que professores e alunos passam diariamente.

“É como o professor falou, precisamos de melhorias, nós temos ar condicionado nas salas, mas não funcionam. Os professores não têm condições de trabalho e mesmo assim, estão lá dia a dia”, contou a aluna.

Na avenida Nazaré, manifestantes queimaram exemplar de O Liberal (Foto: Ricardo Amanajás)
Na avenida Nazaré, manifestantes queimaram exemplar de O Liberal (Foto: Ricardo Amanajás)

Um dos pontos altos do protesto foi a manifestação em frente ao prédio da Tv Liberal. Ali, incendiaram um exemplar do jornal O Liberal, que havia insinuado dias antes haver uma suposta máfia de horas extras na educação. Esta situação irritou os professores, que prometem ir á Justiça interpelar o periódico para que comprove as acusações.

Fonte: Diário do Pará

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