A notícia de que a mineradora Avanco Resources divulgou no dia 16 que o projeto de cobre que constrói entre Curionópolis e Parauapebas, já haviam contratado 359 empregados mobilizados e que as obras estavam em ritmo aceleradas pegou de surpresa a comunidade local o que gerou reação do Poder Legislativo.

Na manhã de hoje os vereadores Ivan Pontes – PSC, Edilei Lopes – PP e o presidente da Casa de Leis Casseano Bezerra – PMDB foram até o escritório da empresa para saber como se deu a contratação da mão de obra e porque o empreendimento que está dentro dos limites do município de Curionópolis não tem escritório instalado na cidade.

O gerente de projeto da planta de infraestrutura Otavio Monteiro recebeu os vereadores e na conversa explicou alguns fatores que dificultam a instalação de um escritório em Curionópolis, dentre os quais, destacou a falta de acesso já que não há estrada que ligue o município a área do empreendimento. Ainda sim está sendo estudada maneira de gerar empregos diretos para comunidade local. Segundo informou o vereador Ivan Pontes.

O CEO da Avanco Anthony Polglase e Colin Jones, presidente do conselho da companhia.

O CEO da Avanco Anthony Polglase e Colin Jones, presidente do conselho da companhia.

A EMPRESA – A Avanco Resources Limited é uma empresa australiana de exploração e desenvolvimento de projetos de cobre no Brasil. A companhia está listada na Bolsa de Valores da Austrália (ASX) e opera no Brasil por meio da subsidiária Avanco Resources Mineração. A mineradora foi criada em 2007 e possui escritórios em Perth, na Austrália, no Rio de Janeiro e em Parauapebas, no Brasil.

O Projeto Rio Verde, da Avanco, que inclui o depósito de cobre Antas North, será responsável pela produção de 12 mil toneladas de cobre ao ano. O desenvolvimento da Antas North, que é a fase 1 do Rio Verde, é estimado em US$ 70 milhões, incluindo contingência e capital de risco. Os quatro direitos de cobre da Avanco se localizam em Parauapebas, Curionópolis e Canaã dos Carajás e pertenciam à Xstrata Brasil.

Segundo Luís Azevedo, diretor da Avanco, apesar do mau momento pelo qual a economia brasileira passa e que se agrava em relação ao setor mineral, com preços em queda da maioria das commodities e empresas sendo fechadas, a Avanco fica feliz em ver que a crise não está presente na empresa.

“Desde 2007, quando a Avanco foi criada, vivemos vários momentos como este de crise, de desesperança e de angústia, como em 2008 com a crise nas bolsas e em 2014 com a crise das commodities, mas hoje vendo nosso sonho se tornar realidade, temos a certeza de que todo o sacrifício valeu a pena”, disse Azevedo.