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HILTON MARCOS – UM EXEMPLO DE “QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER”

Com quantos obstáculos se constrói um jornalista? Se esse jornalista tiver 27 anos, for maranhense, nascido em Imperatriz, erradicado no Pará então a resposta é: Muitos. Claro que estou falando de uma pessoa específica, e, diga-se de passagem, popular, carismática e querida.

Hilton Marcos Ferreira dos Santos, nascido em 13/01/1988, hospital São Vicente Ferrer, Imperatriz – MA é daquelas pessoas que a vida escolheu para testar, o que nos alegra é que hoje podemos dizer, foi testado e aprovado. O Filho de dona Luiza Ferreira dos Santos (falecida em 2009) e Raimundo Francisco dos Santos (separou-se da esposa e abandonou os filhos em 1994) Deu orgulho aos amigos, familiares, e a sociedade curionopolense ao concluir no dia 07 de agosto o curso de jornalismo na Universidade Federal do Maranhão – UFMA.

Concluí o curso com um trabalho ousado. Uma revista sobre Serra Pelada, com várias histórias e reportagens sobre personagens anônimos do garimpo. Fiz junto com o Raimundo Nonato Cardoso, um senhor de 59 anos de idade tirou nota mil na redação do Enem ano passado” comenta Hiton.

Como citei no início, os obstáculos foram muitos durante a caminhada. Hilton foi criado pela mãe dona Luiza e meus irmãos Demilton (mais velho, mora em Anapu-PA) Denilde (foi comerciante em Curionópolis, hoje mora em Eldorado) Claudimir (O Bobynho Blue do Facebook. Hoje é funcionário do Estado em Marabá) Milton Carlos (pastor evangélico da Assembleia de Deus em Marabá) Claudivan (Professor da rede pública em Curionópolis). “E tenho ainda mais irmãos, a Marizete que mora no Tocantins (me deu muito suporte nesse tempo em que estive em Imperatriz) o Hilton Marcio e o Marques Ferreira” comentou Hilton.

O primeiro grande obstáculo veio em 2009 quando a mãe adoeceu em maio, e depois de uma série de exames foi diagnosticada com câncer no Pâncreas. Ela foi internada no Hospital Regional em Marabá em agosto, em setembro foi para o Ophir Loyola em Belém. Dona Luzia resistiu à doença e faleceu em 12 de novembro de 2009. “Eu fiquei sem norte” lembrou.

O ano da perda da mãe foi o mesmo ano em que se inscreveu no Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, e para o concurso público de Parauapebas, que devido à concorrência ficou fora do numero de vagas. Sobre o Enem ele diz: “Fiz o Enem em dezembro, e assim que recebi a nota fui informado pelos amigos que era uma nota boa. A Iara Maia trabalhava em um cyber na época e me disse que eu poderia tentar uma Federal. Eu sempre quis ir pra uma Federal, mas não sabia que o Enem permitia isso. Foi o primeiro ano do Sisu”.

Primeiros passos na UFMA
Primeiros passos na UFMA

A média de Hilton foi tão boa que consegui vaga em duas faculdades para o curso de geografia na UFT de Araguaína, e de Jornalismo na UFMA de Imperatriz. “Optei por Jornalismo porque sempre gostei de comunicação, e porque eu nasci em Imperatriz e não conhecia minha cidade natal”. Em fevereiro Hilton fez sua matricula na UFMA e no dia 05 de março de 2010 participou da primeira aula de jornalismo na faculdade.

Hilton lembrou que no início foi o encantamento e o sonho, mas depois vieram as dificuldades financeiras: “Não tinha trabalho, sobrevivi com o dinheiro que meus irmãos me mandavam do Pará, principalmente o Demilton, que pagou meu aluguel esse tempo todo em que estive na faculdade, e a Denilde, que financiava minhas viagens do Pará para o Maranhão quando começavam ou terminavam as férias”.

Outro grande problema era a saudade de casa, da mãe, e principalmente, a dificuldade de sobreviver numa cidade distante e sem nenhum familiar ou amigo. Com passar do tempo o jovem foi criando boas relações com os vizinhos que passaram a gostar dele além dos amigos de faculdade que comovidos com sua história ajudavam bastante. “Eu cheguei a almoçar e jantar na casa dos amigos de curso inúmeras vezes. Seu Cardoso foi um dos colegas que mais me ajudou, ele é o colega que fez o trabalho de conclusão de curso junto comigo”.

Como um problema nuca vem desacompanhado, o curso que deveria ter 4 anos passou por 3 greves federais e para piorar Hilton teve que trancar a faculdade um semestre por dificuldades financeiras, e o curso foi concluído em 5 anos e meio.

Cobertura das manifestações de junho de 2013
Cobertura das manifestações de junho de 2013

De todas as experiências que tive no universo jornalístico as que eu mais gostei foram os trabalhos com assessoria de comunicação e jornalismo de revista, tanto que decidi fazer uma revista como conclusão de curso, porque me permitem explorar todo o conhecimento adquirido na faculdade. Penso em trabalhar nessas modalidades” finalizar Hilton Marcos.

Como perguntei no início, com quantos desafios se constrói um jornalista? Não importa porque a resposta certa é com que ferramenta ele consegue chegar lá e ai sim a resposta é uma só: Determinação. Foi isso que vi no Hilton quando o conheci. Um cara determinado a concluir o curso, determinado a adquirir conhecimento tanto é, que com ele podemos falar sobre quase tudo, religião, política, saúde, esporte, enfim.

Ah! Por falar em esporte cuidado se for conversar sobre isso com Hilton, ele não se atém apenas a clubes de elite, e pode conversar sobre clubes da série B, C, D, amador e até dos jogadores de “travinha” da rua.

Brincadeiras a parte em nome do Repórter30 quero parabenizar o meu amigo pelo sucesso da conquista do curso de jornalismo e dizer que torço muito que Hilton se enverede por esse caminho exercendo de forma coerente, responsável e com toda competência que tem essa profissão que é desafiadora, contagiante e sobre tudo que tem o poder der fazer as pessoas pensarem.

Mais uma vez PARABÉNS!!!!!!

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