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O Pará vai mesmo PARAR ?

O país enfrenta uma crise e no Pará isso não é diferente, depois da greve dos professores, ainda sem data prevista para o término, pois o Governador do Estado Simão Jatene não está concordando com as reivindicações da categoria, por melhores salários e melhores condições de trabalho. “Vem aí… Greve dos Trabalhadores de Supermercados, Greve dos Bancários e um convite de PARALIZAÇÃO GERAL”

(Foto: Cezar Magalhães/DOL)
(Foto: Cezar Magalhães/DOL)

Acredita-se que cerca de 30 mil trabalhadores no comércio supermercadista do Pará devem cruzar os braços a partir das 6h de quinta-feira (16), por tempo indeterminado. Os empresários têm, a partir de agora, 48 horas para se pronunciar sobre as propostas da categoria. A partir desta terça-feira (14), os supermercados já serão comunicados do indicativo de greve.

A decisão ocorreu após a realização de uma assembleia geral da categoria, na noite desta segunda-feira (13), na sede do Clube Monte Líbano, no bairro de São Brás, em Belém.

“A reivindicação é de piso salarial de R$1.100 e aumento de 20% no geral”, afirmou Alfenor Correa, secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores em Supermercados do Pará (Sinctvapa).

A patronal ofereceu um aumento de 7% em uma reunião realizada dia 9 desse mês, como a proposta foi rejeitada pelos trabalhadores, na reunião do dia seguinte ofereceram  8.89% mesmo reajuste concedido pelo governo federal ao salário mínimo em janeiro deste ano, também não foi aceita.

Os trabalhadores lutam ainda pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e tícket-alimentação de R$ 300.

(Foto: Divulgação/Bancários)
(Foto: Divulgação/Bancários)

Não bastando isso, os bancários do Pará decidiram paralisar as atividades na próxima quarta-feira (15) na luta para barrar o PL 4330 das terceirizações. A decisão também foi tomada em assembleia geral realizada nesta segunda-feira (13), na sede do Sindicato dos Bancários do Pará.

 “Vamos parar as agências bancárias para demonstrar toda a nossa indignação com o Congresso Nacional pela aprovação do PL4330 na Câmara dos Deputados. Esse Projeto de Lei precariza as relações de trabalho e retira uma série de direitos históricos da classe trabalhadora. Por isso, vamos parar o país nessa quarta-feira (15), pois não aceitamos retrocessos”, afirmou a presidente do sindicato, Rosalina Amorim.

 No dia 15, os bancários juntamente com outras categorias que também farão paralizações das atividades, farão uma passeata pela manhã, que seguirá da Praça do Operário, em São Brás, até o Centro Integrado de Governo (CIG), na avenida Nazaré.

(Foto: Marcello Casal Jr/ABr)
(Foto: Marcello Casal Jr/ABr)

Se não fosse o bastante, A Central Única de Trabalhadores (CUT) convocou paralisação geral para esta quarta-feira (15). O motivo também é protestar contra a o Projeto de Lei da terceirização. Os deputados devem votar as alterações da proposta na próxima semana.

324 deputados votaram a favor, 137 foram contra e dois se abstiveram ao texto base do projeto que foi aprovado na última quarta-feira dia 8.

O ponto mais controverso do projeto é a possibilidade de terceirização de qualquer atividade de empresas brasileiras. Atualmente, apenas serviços que não correspondem ao objetivo principal do negócio podem ser terceirizados.

 “Se aumentar o número de terceirizados, vai haver uma queda na massa salarial da classe trabalhadora”, afirmou a secretária de Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa, ao portal Terra.

O Brasil tem hoje 12 milhões de trabalhadores formais terceirizados, o equivalente a 25% da mão de obra do País. Segundo a CUT, de acordo com dados coletados em 2010, funcionários terceirizados recebem salários 27% menores que aqueles contratados diretamente pelas empresas.

A VOTAÇÃO

Nesta terça-feira (14) serão apreciadas as modificações pelos partidos sobre os pontos polêmicos do PL4330. Depois, o projeto segue para tramitação no Senado, onde, se houver alteração, volta para nova votação na Câmara. Só então vai para a sanção da presidente Dilma Rousseff, que já afirmou que vetará qualquer retirada de direito dos trabalhadores. Mesmo com o veto da presidenta, o PL4330 volta para apreciação do Congresso, o qual pode derrubar o veto presidencial.

 Fontes: Antonio Santos/DOL – G1 – com alterações / redação da Agência R30

 

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