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SERRA PELADA: SÉRIE DE REPORTAGENS – O PROJETO SERRA PELADA PARA OU CONTINUA?

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Marcos Alexandre acredita na retomada do projeto Serra Pelada em curto prazo de tempo

A série de reportagens como o interventor da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada – COOMIGASP começa com que consideramos ser o tema mais importante, tanto para sofrida e sonhadora classe garimpeira quanto para Curionópolis, o Projeto Serra Pelada.

De forma resumida podemos lembrar que é um projeto que começou em 2007 e teve seu apogeu, ou grande momento no segundo semestre de 2010 e perdurou até o início de 2013, e de problema em problema chegou a sua paralização no final de 2013.

O interventor Marcos Alexandre abriu a entrevista lembrando que o Projeto Serra Pelada é rico algo que todos já sabem e afirmou: “Eu na condição de representante da classe garimpeira não abro mão que esse projeto se torne realidade”, e reforçou: “E nós estamos muito próximo dessa realidade”.

Se o projeto está próximo da realidade, o que houve que o ele parou? Em resposta o interventor falou das dificuldades financeiras por parte da empresa parceira, a saber, a empresa canadense Colossus Mienrals Inc. que a tornaram sem condições de tocar o projeto e por isso ela estaria se mobilizando junto aos credores na busca por alternativa que pudesse fazer com que o projeto continuasse. “As alternativas podem ser a de vender a parte que já foi investida, ou a decretação de falência, ressalto, porém que não houve até o momento nenhum pronunciamento oficial por parte da empresa”, frisou Alexandre.

Com firmeza o interventor disse acreditar que a paralização dure somente até o final de março, período que deverá ser de reinício das atividades no projeto. “Porém faço questão de dizer que essa paralização foi necessária e muito positiva para a cooperativa. Embasado em que afirmo isso? A sociedade garimpeira através da COOMIGASP precisa se posicionar como parte integrante do processo, como dona do projeto e isso não vinha acontecendo, com essa parada a cooperativa está se organizando para isso”, disse.

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Comercio tem sentido impacto da paralisação do projeto

Para Marcos Alexandre agora o contexto é outro, e seja qual for o desfecho a cooperativa vai fazer parte direta do projeto, seja com a retomada das atividades com a Colossus ou com outra parceira, ainda segundo o interventor alguns pontos terão que ser discutidos antes desse retorno nas atividades e um deles é o percentual de participação da COOMIGASP. Atualmente o contrato rege 25% para a cooperativa percentual que não agrada a sociedade garimpeira e que não será aceito pela intervenção.

“A COOMIGASP também precisa participar ativamente do projeto, a entidade não pode ter apenas uma representação administrativa, é necessário ter uma equipe técnica, que conheça de mineração dentro do projeto para que nos dê as informações que os garimpeiros desejam saber do dia-a-dia do processo de pesquisa, beneficiamento e exploração do ouro em si. Ou seja, nós precisamos trabalhar dentro de um formato efetivamente de parceria, nós estamos em um contexto onde temos uma empresa e uma cooperativa que estão trabalhando o mesmo projeto, então enquanto cooperativa nós precisamos está lá dentro fazendo parte direta do projeto”, defende o interventor.

A informação também é foco importante da intervenção, que defende um mecanismo que leve o que acontece dentro do projeto a sociedade garimpeira: “Qualquer dono de um negócio quer saber o que está acontecendo com ele, com a sociedade garimpeira não é diferente, portanto precisamos está munidos de informações sérias, responsáveis e verdadeiras para passar para todos os sócios”, complementou Alexandre.

A intervenção, acredita, defende e tem plena convicção que em curto espaço de tempo o projeto Serra Pelada irá voltar a funcionar, seja com a parceira decretando falência ou se recuperando financeiramente, contudo essa retomada acontece com novo formato em que a COOMIGASP não será apenas uma parceira que disponibiliza uma mina, mas parte integrante do projeto. Mas aí a Colossus tem investidores que acreditaram e depositaram recursos financeiros, como ficam esses investidores? E como estamos certos de que o projeto continua?

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Garimpeiros estão esperançosos e confiantes na recuperação do projeto por meio da intervenção

Em resposta Marcos Alexandre afirmou que seja qual for à situação os investidores estão amparados, e poderão tomar a linha de frente para que não haja toda essa parca dos quase 600 milhões de reais investidos no projeto. “O que ocorre daí para frente é um novo processo de negociação para saber se os investidores vão querer sentar com a COOMIGASP para dar continuidade ao projeto ou se vão fazer um repasse para alguma outra empresa, enfim, é o momento de estar sentando e fazendo a verificação jurídica de todo esse processo da maneira mais ágil para que agente possa dar o mais rápido possível viabilidade ao projeto”, detalhou o interventor.

Quanto a outros interessados em tocar o projeto Marcos Alexandre afirmou que é real, e que logicamente o projeto Serra Pelada enche os olhos de vários investidores, contudo não foi aberta nenhuma concorrência para esse fim: “O momento é de aguardar a parceira que num prazo curto de tempo estará dando um desfecho a essa situação”.

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