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Garimpeiros pedem ajuda da OAB para restaurar a segurança em Serra Pelada

A União Nacional dos Garimpeiros disse que está “desesperada” com a situação do projeto de cobre e ouro Serra Pelada, em Curionópolis (PA), que pertence à joint venture formada entre Colossus Minerals e Coomigasp. Um dos representantes dos garimpeiros pediu ajuda à Ordem dos Advogados do Brasil no Pará (OAB-PA), solicitando interferência da entidade junto às autoridades para impedir os saques nas instalações do projeto.

“Estamos entrando em desespero e com muito medo. As instalações da mina de ouro já foram saqueadas, estão roubando tudo, e nenhuma autoridade dá qualquer garantia para tranquilizar os garimpeiros de que a extração de ouro ainda pode ser feita com total segurança”, disse Paulo Gomes, que é ligado à União Nacional dos Garimpeiros.

Gomes afirmou que não teve sucesso em sua audiência com a OAB. A entidade informou que o garimpeiro deveria encaminhar suas reivindicações diretamente à sede da OAB de Marabá (PA), algo que Gomes diz já ter feito, sem sucesso.

“A OAB deveria encampar essa luta e ainda tenho esperança de que isso ocorra, porque em Serra Pelada já ocorreram assassinatos, roubos, saques de equipamentos da mina, além da contaminação que afeta a vida das pessoas”, afirmou o garimpeiro.
Segundo Gomes, a estrutura física de acesso à mina de ouro corre o risco de desabar por falta de manutenção e de bombeamento da água, que se acumula na cava com mais de 200 metros de profundidade.

A Colossus Minerals foi acusada pela Coomigasp de ter abandonado o projeto sem aviso prévio. Segundo a cooperativa, desde o dia 16 de outubro, os vigias do empreendimento não aparecem no local, que passou a ser alvo de saques.

No fim de outubro, Edinaldo de Aguiar Soares, presidente da Coomigasp, disse que o projeto estava abandonado pela mineradora, que não fazia qualquer manutenção na área, mas mantinha profissionais contratados para fazer a segurança da área.

Segundo Soares, antes de abandonar o local, a Colossus chegou a levar alguns equipamentos, mas não deixou qualquer aviso para que a Coomigasp assumisse a segurança da planta. “Tivemos que acionar a polícia e registrei um boletim de ocorrência, pois o cenário que encontramos foi de caos”, disse o presidente da cooperativa, em outubro.

“Equipamentos foram levados em caminhonetes e caminhões para Marabá, Araguaína e Parauapebas e alguns foram encontrados nos quintais das casas de funcionários da Colossus que moram em Serra Pelada. Objetos menores, como sofás, colchões, camas, centrais de ar e televisores, foram levados como podiam por vândalos, até crianças participaram do saque”, afirmou nota publicada no website da Coomigasp na época.

A intervenção judicial na Coomigasp, iniciada no dia 11 de outubro de 2013, encerrou-se no dia 10 de outubro, com a posse da nova diretoria da cooperativa. Na ocasião, o ex-interventor, Marcos Alexandre Moraes Mendes, disse que todos os Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) determinados pelo Ministério Público Estadual foram cumpridos.

Zé Dudu – Com alterações.

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