Na última sexta-feira (30), representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) estiveram reunidos com o Governo Estadual para cobrar o pagamento do Piso Salarial de 2015, que deveria ser feito no primeiro dia do mês de janeiro. No entanto, a categoria não recebeu uma resposta satisfatória e o inicio do ano letivo pode ficar comprometido.

De acordo com Alberto Andrade, secretário geral do Sintepp, não houve negociação em relação ao pagamento do piso que foi reajustado em 13,01%, visto que o governo alegou não ter condições financeiras de realizar este pagamento. A justificativa não agradou os profissionais. “A Lei Federal exige que em janeiro de 2015 tenha um novo Piso. Mas o governo alegou que não tinha condições. Na nossa visão isso é calote, é um novo-velho governo. Não dá para ficar justificando esses problemas, já é o quinto ano de mandato e nada mudou”, relatou Andrade.

Ainda segundo Alberto, os representante do governo marcaram para o final deste mês uma nova mesa ainda para conversar sobre o assunto. Com a perspectiva de receber somente no mês de março quando será início do ano letivo na rede estadual, a categoria pode vir a fazer uma paralisação, que já teria até slogan: “Ou paga o Piso, ou não piso na escola”.

“Somente no final do mês que darão um posicionamento e que voltariam a discutir sobre isso. Ou seja, o novo Piso já não vem em fevereiro, somente em março. E se não sair o novo Piso, nós não iniciaremos o ano letivo”, afirmou.

Na pauta, a categoria também cobrou do governo reforma de escolas que estão em situação de abandono. De acordo com Andrade, esta foi uma das cláusulas da greve de 2013 que não foi cumprida. “É uma situação preocupante. Eles não disseram que fariam, só que iriam discutir sobre. Nós não temos todo o tempo do mundo, pois as escolas estão em situação de abandono, sem cadeiras, salas quentes, sem energia entre vários outros problemas”, disse.

A categoria também pediu pela eleição direta para diretor escolar, politicas públicas efetivas para combater tráfico e a violências dentro das escolas e Plano de Cargos e Carreiras e Remuneração Unificada (PCCR). “Para que todos tenham a oportunidade de alavancar na carreira. Há vigias que trabalham há 20 anos na portaria da Seduc (Secretaria de Estado de Educação) e recebem o mesmo salário quem é recém contratado”, alegou.

A próxima ação do sindicato será nesta sexta-feira (6) em assembleia para discutir com a categoria os acontecimentos da reunião. Mas Alberto é categórico em dizer que “se não pagar, vai ter greve, com certeza”.

A reportagem tentou contato com a assessoria da Seduc, mas não conseguiu.

FONTE: Diário do Pará