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PROFESSORA FICA FERIDA APÓS IMPEDIR ENTRADA DE ALUNO EM SALA

Uma professora da Escola Estadual José Alves de Assis, em Casera, a 256 km de Palmas-TO, tentou impedir a entrada de um aluno na sala de aula e foi agredida. Valdirene Carvalho sofreu um corte na sobrancelha e precisou ser levada ao hospital da cidade.

Valdirene conversou com o G1 nesta segunda-feira (11), primeiro dia de aula após o caso. A agressão ocorreu na última quinta-feira (7), quando faltavam apenas 15 minutos para o fim da aula e causou revolta nas redes sociais.

A professora contou que estava lecionando para o 8º ano do ensino fundamental, quando um aluno de 17 anos saiu da sala. Segundo a docente, ela sempre avisa aos estudantes para não saírem do ambiente sem pedir autorização.

Minutos depois, o aluno retornou para a sala. Valdirene disse para o estudante que ele não poderia entrar no recinto. “Ele ficou revoltado, me xingou e deu um chute na porta. Com o impacto, fui arremessada para o meio da sala. No momento, os alunos me levantaram e eu percebi que estava ensanguentada“, explicou. A professora foi levada ao hospital, onde recebeu dois pontos na sobrancelha. “Na hora eu chamei a polícia, registrei ocorrência e a escola comunicou o Conselho Tutelar“, disse a professora.

A agressão deixou a professora assustada. “Isso nunca havia acontecido comigo em quase cinco anos de profissão. Aqui na escola também nunca havia acontecido isso antes“, afirmou.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais. Uma professora da cidade resolveu postar a foto em que Valdirene aparece com o rosto cheio de sangue. A educadora cobrou justiça e segurança no ambiente escolar.

O secretário da escola, Ademar Araújo, informou à reportagem que a direção está em reunião para definir o que será feito a respeito do caso.

Seduc

Procurada, a Secretaria da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) afirmou que o caso foi repassado ao Conselho Tutelar de Caseara e que a família do aluno comunicou à escola que o adolescente será transferido para outra unidade escolar.

O G1 entrou em contato com o Conselho Tutelar de Caseara, mas o órgão ainda não se pronunciou sobre o caso.

Fonte G1

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