Jordy_SerraPelada3

Deputado Jordy continua a frente dos debates sobre Serra Pelada na Câmara

Ontem ocorreu a Audiência Pública em Brasília e a decisão dos deputados é de conseguir as 171 assinaturas de deputados e 27 assinaturas de senadores, número mínimo necessário para a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), entre Câmara e Senado, com o objetivo de investigar um esquema de bandidagem que envolve a empresa canadense e algumas “autoridades”, especialmente as ligadas ao Poder Judiciário do Pará.

Durante a audiência pública também foi sugerido que os deputados entrem com representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) solicitando que o órgão apure a conduta profissional de um magistrado do Pará na disputa judicial envolvendo Colossus e Coomigasp. Garimpeiros acusam o juiz de parcialidade no caso a favor da mineradora.

Parlamentares também podem pedir à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar o episódio. “É necessária também uma CPI para passar esta história a limpo”, acrescentou Domingos Dutra (SDD/MA), outro defensor de que a Câmara passe a apurar o caso.

Em entrevista a jornalistas, o deputado Arnaldo Jordy criticou a direção da Colossus e o Ministério de Minas e Energia que, mesmo convidados, não compareceram ao debate com os garimpeiros. “É um acinte da Colossus e do ministério, um desrespeito com trabalhadores quando apresentam justificativas graciosas e ofensivas para não comparecerem ao encontro”, disse Jordy.

foto_audiencia

Audiência aconteceu ontem em Brasília.

Enquanto isso em Curionópolis – Na cidade o clima é de apreensão por parte de credores que esperam receber os débitos da cooperativa, ainda mais depois que o interventor soltou nota em carro de som informando da decisão judicial e afirmando que irá fazer o levantamento para posteriormente pagar os valores.

A um jornal de grande circulação do Pará, o interventor Marcos Alexandre Mendes informou ontem, por telefone, que desde que assumiu, na última sexta-feira, tem conversado com cooperados. O levantamento de documentos também já começou, mas ainda não é possível dizer se os seis meses decretados inicialmente pela Justiça para a intervenção serão suficientes para concluir este trabalho.

A intervenção na Coomigasp foi determinada pelo juiz de Curionópolis, Danilo Alves Fernandes, na última sexta-feira. A decisão atendeu a ação civil pública impetrada pelo Ministério Público do Estado.

O interventor da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), Marcos Alexandre Mendes deve se reunir ainda nesta semana com os garimpeiros que estão na área para explicar detalhes do processo judicial que culminou com o afastamento da direção da entidade.

Alexandre é administrador, mineiro e foi escolhido em uma lista com outros três nomes enviada pelo Ministério Público à Justiça. Durante o período de intervenção, receberá remuneração mensal de R$ 9 mil e terá escolta policial, já que o clima na área é tenso com a constante disputa entre grupos rivais que tentam manter o controle da cooperativa.

Ao final da intervenção, deverá ser convocada nova eleição para eleger os próximos dirigentes da Coomigasp que, a partir de agora, não poderá administrar mais que 2% das receitas do garimpo. Os 98% terão que ser repassados diretamente aos cooperados.

Além da ação civil pública que resultou na intervenção também tramita na Justiça uma ação criminal para apurar desvio de dinheiro da Coomigasp. Essa ação está sob segredo de Justiça.