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Triagem inicial foi feita pela técnica de enfermagem Lívia Torres

Em Parauapebas 28 vítimas da hanseníase beneficiários que recebem um auxilio correspondente a um salário mínimo fizeram o recadastramento junto à Diretoria de Renda, Cidadania e Combate à Pobreza – DRCCP. Divisão ligada à Secretaria de Estado de Assistência Social – SEAS. O recadastramento aconteceu nos dias 13 e 14 deste mês e quem atendeu aos beneficiários foi a representante da DRCCP Maria Rozete A. de Moraes.

O número de pessoas que recebem o benefício no município é maior. Contudo apenas esses 28 estavam em prazo de recadastramento e todos compareceram.

O recadastramento é feito a cada dois anos para identificar alterações nos dados cadastrais, na renda familiar, no acompanhamento escolar dos dependentes bem como na situação de saúde da família: “A partir dessas informações o Estado elabora estratégias de ampliação no acompanhamento de qualquer um dos seguimentos, seja na saúde, educação ou referente à renda dessas famílias”, relatou Rozete.

A pensão foi criada por meio do decreto nº 1.735, de 14 de novembro de 1985 a fim de reparar danos e preconceitos sofridos pelos portadores da doença, muitos forçados a internações e isolamentos de seus familiares. Contudo apenas quatro Estados da Federação cumprem a determinação entre eles o Pará.

Para recorrer ao benefício é necessário seguir alguns passos, de início com a comprovação da doença e de sequelas que tragam impedimentos tanto de trabalho quanto de relacionamento social, essa comprovação começa com o Laudo Médico que certifica que o portador da doença está incapaz para o trabalho, e sendo a família de baixa renda também com comprovação ela passa a entrar dentro do cadastro da Secretaria de Estado de Assistência Social, que por sua vez fará uma triagem e comprovada a necessidade o afetado poderá receber o benefício.

Seu Luis Henrique Pereira de 45 anos é um dos beneficiários, ele descobriu a doença no final do ano de 1996 e de imediato deu entrada ao processo para buscar o benefício estadual: “No começo 1997 recebi o primeiro pagamento e com esse dinheiro venho mantendo a minha família que é de seis pessoas porque tive sequelas graves nas mãos e não posso mais trabalhar” explicou.

Em Parauapebas três bairros tem maior incidência da doença, são eles Liberdade 1, Casas Populares 1 e Palmares Sul, por isso no final de semana também aconteceram ações de prevenção e primeiro diagnóstico da doença. Maria Rozete informou inclusive que havendo o diagnóstico precoce a cura é rápida e não há necessidade de recorrer a benefícios: “Uma vez sabendo da doença no início o individuo não fica privado de nenhuma atividade profissional além de evitar sequelas, por isso é importante a procura pelos postos de saúde com certa regularidade, e caso encontre alguma anormalidade na pele essa procura tem que ser imediata”, reforçou Rozete.

RECADASTARMENTO – É importante reforçar que o recadastramento do beneficiário acontece a cada dois anos, e portanto é necessário procurar os locais indicados e comparecer, o não comparecimento pode incorrer inclusive no corte do benefício.

SERRA PELADA – Numero de 2009 dão conta de pelo menos 163 casos comprovados da doença na antiga vila garimpeira, esse número deve ser bem maior havendo a necessidade de procura por atendimento, uma vez que o próprio afetado fica envergonhado de buscar auxilio médico.

A busca pelo diagnóstico precoce é o primeiro passo, mas caso a vítima já tenha grave sequelas é importante recorrer ao benefício que ajudará na manutenção de um possível tratamento e da família já que em muitos desses casos as vítimas não tem mais possibilidade de trabalho.