Deputados defendem a criação da Frente Parlamentar em Defesa dos Bancos Públicos

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Nesta segunda-feira (16/10), a Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor (CDHDC) da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) realizou, em parceira com o Sindicato dos Bancários do Pará, uma Audiência Pública em defesa dos Bancos Públicos. A audiência aconteceu no auditório João Batista e faz parte do calendário nacional da campanha “Se é público é para todos”, coordenada pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, que congrega a Confederações, Federações e Sindicatos de diversas categorias em todo país na luta contra as privatizações e em favor do fortalecimento das empresas públicas do Brasil.

O deputado Carlos Bordalo, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor, abriu a audiência fazendo um panorama da situação das instituições financeiras públicas no Pará. “Os bancos cada vez mais estão reduzindo a rede física de atendimento. Somente de janeiro a maio deste ano, 929 agências já foram fechadas no Brasil, segundo o Banco Central. O Banco do Brasil foi o que mais fechou postos de atendimento, foram 563 nesse período”, enumera o parlamentar.

Bordalo destacou a importância das instituições financeiras públicas “pela necessidade de oferta de crédito de curto, médio e longo prazo, onde o setor privado não tem interesse em operar”, avaliou o deputado. Carlos Bordalo ressaltou ainda a importância dos bancos públicos regionais para o desenvolvimento local, com o financiamento de agricultores familiares e outros pequenos empreendedores. “Essas pessoas não teriam condição de obter crédito, porque os bancos privados oferecem financiamento com altas taxas de juros. Hoje, 56% do crédito no Brasil são oferecidos por bancos públicos, e 44%, por bancos privados. No Pará, esse percentual sobe para mais de 80%”, explicou.

“Estamos enfrentando uma conjuntura muito grave, com ameaças reais de privatizações no setor de energia, nos Correios, na Petrobrás e nos bancos públicos. Por isso estamos construindo a luta pela defesa das empresas públicas com toda a sociedade e essa audiência em defesa dos bancos públicos será um passo muito importante para o sucesso da nossa campanha. Contamos com a participação da nossa categoria e de todos os segmentos da sociedade que estejam dispostos defender o patrimônio público do nosso país”, ressaltou o presidente do Sindicato dos Bancários do Pará, Gilmar Santos.

Para o representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Setor Financeiro (CONTRAF), Wagner Nascimento, o encolhimento dos bancos públicos terão um reflexo danoso á sociedade. “Basta lembrar que 70% do alimento produzido e  consumido no Brasil vem dos pequenos agricultores, que são financiados pelos bancos públicos; 70% dos financiamentos estudantis são feitos po instituições como o Banco do Brasil e Caixa Econômica; 80% dos financiamentos e créditos de longo prazo para pequenas empresas são do BNDES e Banco do Brasil, então precisamos defender essas instituições, não só para garantir um atendimento melhor para a sociedade, mas também porque sem elas não há desenvolvimento”, afirma.

O único banco que enviou representante para a Audiência Pública foi o Banco da Amazônia. Waldecir Toser lamentou a ausência de outras instituições e ressaltou que “a sociedade precisa defender os bancos públicos, não bastam apenas os sindicatos e associações de trabalhadores”, disse ele. “No entanto, só conseguiremos criar uma relevância para essa discussão se os bancos públicos melhorarem seus serviços e níveis de eficiência”, concluiu.

DESMONTE – As Audiências Públicas acontecem em todo o país e refletem a preocupação do setor com a diminuição do número de agências de bancos públicos, e dos postos de trabalho. A mobilização acontece no momento em que há a expectativa do anúncio do Governo Federal sobre a privatização da Caixa Econômica até o final do ano e o fechamento de mais agências do Banco do Brasil.

FRENTE PARLAMENTAR – O deputado Carlos Bordalo aproveitou para conclamar os outros deputados a votarem o projeto de resolução que dispõe sobre a criação da Frente Parlamentar em Defesa dos Bancos Públicos, que ele apresentou em junho deste ano na Alepa. “O objetivo é combater o enfraquecimento das instituições financeiras públicas, bem como proteger e defender os interesses sociais, econômicos e financeiros do Estado, mas infelizmente, o projeto está parado”, lamentou Carlos Bordalo.

“Podemos afirmar que os bancos públicos são importantes para toda a população brasileira, especialmente para as pessoas mais pobres. Não é possível falar em desenvolvimento sem crédito. E sem crédito não há emprego. Precisamos de bancos públicos para manter essa oferta de crédito que sempre fomentou a economia em momentos importantes – e não vemos isso atualmente”, ressalta o parlamentar.

Também participaram da audiência pública os deputados Lélio Costa e Iran Lima.

Texto: Dina Santos
ASSESSORIA DE IMPRENSA E DIVULGAÇÃO
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