Aluno de Escola Estadual de Marabá avança para fase presencial de seletiva internacional de Astronomia

O estudante paraense Andreilson Leite da Silva, aluno da Escola Estadual de Ensino Médio “Anísio Teixeira”, em Marabá, sudeste do Pará, garantiu uma vaga na fase presencial da seletiva para as olimpíadas internacionais de Astronomia. Ele faz parte de um grupo de 150 jovens de todo o país que participarão do processo eliminatório em Barra do Piraí (RJ), agendado para o período de 9 a 12 de março.

A classificação veio após o desempenho de Andreilson na 28ª edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), na qual obteve nota 8. O resultado avaliou conhecimentos específicos em Física e Astronomia, colocando o aluno como um dos representantes do estado na disputa por vagas globais.

Próximas etapas e histórico

O processo seletivo no Rio de Janeiro definirá as equipes que representarão o Brasil em duas competições:

  • IOAA (International Olympiad on Astronomy and Astrophysics): Os cinco primeiros colocados viajam para Hanói, no Vietnã.

  • OLAA (Olimpíada Latino-Americana de Astronomia): Classificação para quem ficar entre a 6ª e a 10ª posição.

Atualmente cursando o 3º ano do Ensino Médio, Andreilson possui um histórico de participação em eventos científicos. Ainda no Ensino Fundamental, conquistou medalha de bronze na Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG) e, posteriormente, acumulou medalhas de prata em edições anteriores da OBA. O estudante planeja seguir carreira acadêmica em Medicina ou Astronomia.

Contexto educacional

A Escola Anísio Teixeira, onde o jovem estuda, tem registrado indicadores relevantes em avaliações nacionais. Segundo dados da própria instituição, a unidade obteve resultados significativos no Enem 2024 e 2025, com um número expressivo de alunos alcançando notas acima de 800 e 900 pontos na redação.

O professor de Física, Cláudio Santos Bertolino, que coordenou a participação do aluno na pré-seleção, destaca a importância das atividades práticas para o engajamento dos estudantes em disciplinas de exatas. Para ele, o desempenho de alunos do interior em competições de alto nível reforça a viabilidade de projetos de iniciação científica em escolas da rede pública.

Com informações de Agência Pará.