Com uma colheita de 840 toneladas na última safra, o município do sudeste paraense movimenta a economia local e fortalece o extrativismo sustentável como alternativa ao garimpo e à pecuária.
Conhecida historicamente pela riqueza mineral de Serra Pelada, Curionópolis encontrou um novo “ouro” em suas florestas nativas: o cajá (ou taperebá). Dados recentes da Emater-PA confirmam que o município se consolidou como o maior produtor de cajá do Brasil, atingindo marcas históricas de produtividade e faturamento na safra 2024/2025.
Números de uma Safra Gigante
A colheita, que se estende tradicionalmente de dezembro a abril, apresentou resultados expressivos:
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Volume total: 840 toneladas de frutos colhidos, um crescimento de 5% em relação ao período anterior.
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Impacto Econômico: A comercialização gerou um faturamento direto de aproximadamente R$ 1 milhão para as famílias envolvidas.
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Cadeia Produtiva: Mais de 120 famílias, principalmente de assentamentos como Leandro, Ipiranga e Cachoeira Preta, vivem diretamente da atividade.
Ações de Fortalecimento e Incentivo Público
Para garantir que a produção continue crescendo, a Prefeitura Municipal e órgãos estaduais têm intensificado ações estratégicas:
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Compra Garantida: A gestão municipal anunciou um investimento inédito de R$ 2,5 milhões na compra de alimentos da agricultura familiar. O cajá processado é um dos destaques, sendo destinado à merenda escolar e centros de assistência social (CRAS e CREAS).
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Apoio Técnico e Logístico: Através da parceria com a Emater, os produtores recebem assistência técnica para o manejo sustentável, garantindo que as árvores nativas sejam preservadas e novas mudas sejam plantadas.
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Valorização Cultural: A tradicional Festa do Cajá, realizada na Vila Curral Preto, chegou à sua 10ª edição em 2024, promovendo concursos de produtividade e integrando a comunidade rural com o comércio regional.
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Infraestrutura: O governo local tem buscado viabilizar a implantação de agroindústrias comunitárias para o processamento da polpa, visando agregar valor ao produto que hoje é vendido por cerca de R$ 13,00 (quilo da polpa), em comparação aos R$ 2,50 (quilo in natura).
Sustentabilidade e Futuro
O chefe local da Emater, Raimundo Jorge Lima, destaca que o extrativismo racional do taperebá é uma estratégia de segurança alimentar e preservação ambiental. “O cajá está mudando a realidade de quem antes dependia apenas de pastagens. É uma fonte de renda certa e que protege o nosso bioma”, afirma.
Com o fortalecimento da logística e o apoio governamental, Curionópolis projeta expandir sua atuação para mercados fora da região de Carajás, levando o sabor do Pará para todo o território nacional.









